POD CAST "PELA ORDEM", ENTREVISTA COM O DR. GUILHERME ALFRADIQUE KLAUSNER
PALESTRA DO DR. GUILHERME ALFRADIQUE KLAUSNER SOBRE DIREITO E LITERATURA
POD CAST "PELA ORDEM", ENTREVISTA COM O DR. GUILHERME ALFRADIQUE KLAUSNER
PALESTRA DO DR. GUILHERME ALFRADIQUE KLAUSNER SOBRE DIREITO E LITERATURA
https://www.tjrj.jus.br/noticias/noticia/-/visualizar-conteudo/5111210/406916672
https://www3.tjrj.jus.br/ojs/index.php/RevistadeDireito/index
Revista de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
volume 129
A ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS (OEA) realizou entre os dias 3 e 14 de agosto de 2026 a 51a. edição do seu prestigiado Curso de Direito Internacional, do qual eu tive a honra de participar como professor conferencista proferindo aula sobre "THE INSUFFICIENT LEGAL PROTECTION OF CONSUMERS IN CROSS- BORDER CONSUMER TRANSACTIONS WITHIN THE INTER-AMERICAN AND GLOBAL FRAMEWORK".
A minha aula, assim como a dos demais professores conferencistas, será publicada em livro integrante da coletânea do Curso de Direito Internacional. Seguem algumas informações e fotos sobre o evento.
1) Cerimônia de Inauguração e início do 51o. Curso de Direito Internacional da Organização dos Estados Americanos (Organization of American States (OAS)), que se realiza na Emerj - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, do qual tive a honra de participar como professor conferencista convidado, auxiliado pelo meu filho e professor Guilherme Alfradique Klausner.
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Este
quadro pintado a óleo é o meu primeiro, denomina-se “Il Primogenito” e foi finalizado em agosto de 2025.
A tela tem o tamanho de 33 x 45 cm. Atrás do quadro encontra-se registrado o nome da obra, a autoria, o mês em que foi finalizada e a minha assinatura.
A
pintura se enquadra no gênero “natureza morta”, e a assinatura artística que
está lançada no quadrante inferior esquerdo da peça é “Klausner”, com o “l” comprido
como uma espada ou o braço vertical de uma cruz, e com o traço final do último
“r” longo e em curva como um caminho, referências espontâneas ao meu
cristianismo católico.
A
história deste trabalho e da minha aventura na pintura a óleo se inicia em 2023, quando ganhei de presente da minha esposa, auxiliada
pela minha filha, materiais para a pintura a óleo. Há tempos a família já vinha me estimulando a desenhar e a
pintar como hobby, para aliviar o estresse e me desligar um pouco do trabalho
na justiça e na docência superior.
No final das minhas férias em 2024, não me recordo o mês, no último dia, fiz o esboço da pintura a mão livre, diretamente na tela, utilizando tinta de cor terra de siena queimada diluída em óleo de linhaça. O esboço ficou razoável e a família achava que eu deveria deixar o quadro como estava, não deveria pintá-lo.
No último dia das minhas férias de julho de 2025 resolvi terminar o trabalho e finalmente nasceu “Il Primogenito”, o primeiro fruto da minha arte na pintura a óleo, e, creio eu, o primeiro passo firme e concreto para fazer da pintura uma atividade regular.
O quadro também é uma referência ao amor familiar, amor insistente que me levou para uma jornada nas artes plásticas e para a melhor contemplação do bom e do belo.
Escolhi pôr o título da obra em italiano, por um impulso do coração, talvez manifestação de um espírito renascentista que em mim habita.
Petrópolis, 22 de junho de 2026
EDUARDO ANTÔNIO KLAUSNER
Desconhece-se inteiramente a proveniência da obra Aparição do Menino Jesus a Santo Antônio de Pádua(?), que emerge no mercado no início da década de 1930, talvez oriunda de uma coleção italiana. Em 1952, quando foi doada ao museu, estava exposta na Galeria Matthiesen. A atribuição a Zurbarán é de Roberto Longhi, em expertise assinada em janeiro de 1933 no verso de uma fotografia da obra, conservada na documentação do museu: “Obra característica de Francisco de Zurbarán. Comparável pictoricamente aos quadros do ciclo de São Boaventura (especialmente com os funerais do santo, no Louvre) e por isso datável por volta de 1630. Espiritualmente é quase um pendant místico do São Francisco em Oração da National Gallery de Londres, a quem bem acompanha de fato essa extática figura do outro grande personagem franciscano, Santo Antônio de Pádua com a visão do Menino Jesus”. Em 1952, a atribuição e a data são reiteradas independentemente por Martin Soria, que a data de 1626-1629, acreditando contudo tratar-se da representação de um São Francisco: “Trata-se da primeira versão conhecida do artista daquele santo, o qual ulteriormente viria a pintar mais oito, todos em poses diferentes. (...) Talvez a obra tenha sido realizada quando Zurbarán começou a trabalhar para a igreja franciscana de São Boaventura em 1629”. A dúvida quanto à iconografia é reforçada por Guinard, que nota como a tipologia fisionômica da figura aproxima-a antes de Francisco (1181-1226) que de seu correligionário português (1195-1231). Camesasca, enfim, retorna com força demonstrativa à tese de que talvez se trate de um Santo Antônio. Tratar-se-ia assim da representação da cena em que Santo Antônio, em sua cela, durante uma viagem de predicação pela França por volta de 1225, recebe uma visão do menino Jesus em uma nesga de luz por entre as nuvens. Introduzido na iconografia do santo no âmbito da Contra-Reforma, este atributo do Menino Jesus, às vezes representado no colo da Virgem, outras, sobre o livro de orações do franciscano, converte-se em seu mais distintivo signo no século XVI, nomeadamente, como nota Camesasca, na pintura ibérica e flamenga. Os demais atributos, como o livro e os lírios, reforçariam a identificação do tema. Sem recusar a força persuasiva da argumentação de Camesasca, parece prudente não excluir definitivamente a dúvida: o estreito paralelismo biográfico existente entre os dois santos, resultante das rivalidades entre o franciscanismo de Assis e o de Pádua, levou a diversas contaminações recíprocas de ambas as iconografias, tornando por vezes difícil, quando não impossível, distinguir de modo inequívoco entre as duas. Há, assim, não poucas representações de São Francisco com a visão do Menino Jesus, inclusive no catálogo do próprio Zurbarán, como é o caso da obra conservada outrora na coleção do Spencer-Churchill, em Northwick Park, Blockley, Gloucestershire, apresentada à Christie’s de Londres em 1965 (Apollo, 1965). A reforçar tal ambigüidade está também o fato, já apontado por Guinard, de que as feições da figura aproximam-na de São Francisco. Camesasca assinala a composição ostensivamente alheia à sintaxe clássica, com seus três núcleos figurais desconexos, unificados todavia pela luz que não circula, mas é obrigada a concentrar-se onde o pintor a requer. Observe-se, ademais, o contraste entre, de um lado, o livro e o escorço das mãos, descritos com nitidez quase ferina, e, de outro, as vestes do santo que ondeiam lentamente o espaço, traduzindo-o em um jogo afetuoso de valores luminosos. Se o livro aberto é um poliedro, uma forma em si, dotada da objetividade quase alucinatória das naturezas-mortas de Zurbarán, ele aparece paradoxalmente na representação como elemento de uma narrativa: o fato mesmo de estar aberto no chão sugere que o santo, até então compenetrado em sua leitura, abandonou-o incontinenti, para apor as mãos, ao ser supreendido pela visão divina. É inevitável assim a conotação de uma subordinação da meditação teológica à experiência direta do divino, do movimento da reflexão à extática da visão, topos fundamental da mística de San Juan de La Cruz. [...]Uma foto mantida na documentação do museu traz em seu verso uma expertise de A. Mayer, na qual o estudioso caracteriza a obra como: “autógrafa de Francisco de Zurbarán por lhe ser característica no mais elevado grau, e datável dos anos 1635-1642. Reservo-me o direito de publicação. A imagem provém, segundo indica minha antiga documentação, da coleção de Don José Suárez de Sevilha”. Pietro M. Bardi considera a obra, em dois manuscritos da documentação do museu, de um artista próximo a Zurbarán, opinião mantida neste catálogo.
Esta obra de arte é da autoria de Eduardo Antônio Klausner, denomina-se "FLORESTA" e foi realizada com lápis grafite sobre papel para desenho de 180g, tamanho A4, em janeiro de 2026.
"O
encanto da 'Floresta' está em atravessá-la rumo ao seu objetivo, enfrentando
suas incertezas, desafios e belezas, sempre iluminado pela luz de Nosso Senhor
Jesus Cristo. O lugar da “Floresta” pode ser físico, psíquico ou espiritual; o
importante é manter a fé e desfrutar da jornada".
Atualmente esta obra pertence a uma coleção particular.